Gênero na Educação Profissional e Tecnológica: resistências para o enfrentamento de opressões
Palavras-chave:
Feminismos, Gênero, Opressões, Educação Profissional e Tecnológica, IFSul, MecatrônicaResumo
Vivenciamos, no país, uma ascensão conservadora que, dentre outras marcas, traz a descredibilização das reivindicações feministas, de gênero e diversidade. Partindo da ideia de que o acolhimento às mulheres em cursos técnicos é um desafio aos Institutos Federais, elegemos, como objetivo geral, aprofundar as discussões sobre a equidade de gênero na Educação Profissional e Tecnológica, na expectativa de iluminar lugares silenciados às mulheres e reiterar a importância do conceito de gênero como uma questão educacional e política. Especificamente, pesquisamos a participação das mulheres no Curso Técnico em Mecatrônica, nas modalidades Integrado e Subsequente, no Câmpus Avançado Novo Hamburgo, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense (IFSul). Para tanto, desenvolvemos pesquisa quantitativa e qualitativa com base em estudos sobre Feminismos, Gênero e Educação Profissional e Tecnológica e na realização; levantamento de registros acadêmicos; e análise de entrevistas semiestruturadas com estudantes e professoras. Tratamos, nesse artigo, de um recorte da pesquisa, a partir da categoria “Resistências para o enfrentamento de opressões”. A título de considerações finais, as articulações apresentadas neste estudo apontam para a necessidade do fortalecimento de uma Educação Profissional e Tecnológica comprometida com a formação humana integral e permanente da comunidade acadêmica do IFSul sobre as diferentes opressões, reconhecidas pela pesquisa ou ainda veladas.
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