O poder disciplinar produz, a sociologia problematiza e o PIBID- direitos humanos resiste
Palavras-chave:
PIBID- Direitos Humanos, Ensino de Sociologia, Ensino MédioResumo
O PIBID é um dos mais importantes projetos implementados na Educação Superior no que diz respeito à formação de professores e aproximação da Universidade com a Educação Básica. Compreendido como um subprojeto, o PIBID- Direitos Humanos esteve inserido em uma escola pública de Ensino Médio em Blumenau, entre os anos de 2016 e 2017, articulado ao componente curricular de Sociologia. Por dois anos os licenciandos do PIBID promoveram ações com o objetivo de sensibilizar os estudantes sobre a importância de uma Educação comprometida com os Direitos Humanos, para isso, repensar o ensino tradicional e criar alternativas metodológicas para refletir a escola e seus paradigmas tornou-se um imperativo. Concebida como uma instituição disciplinar, a escola produz corpos, esquadrinha o tempo e controla os saberes. Seria possível o PIBID- Direitos Humanos e o componente curricular de Sociologia ser um espaço de resistência a este arraigado modelo na Educação? O presente trabalho objetiva compreender os desafios encontrados pelo PIBID- Direitos Humanos e o componente curricular de Sociologia em problematizar os paradigmas escolares e as metodologias tradicionais. Em nossas análises recorreremos a relatórios do PIBID- Direitos Humanos (2016; 2017), estudiosos da Sociologia e da Educação, Mills (1965) e Freire (1998; 2003). A abordagem conceitual do disciplinamento escolar está embasada em Michel Foucault.
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